quarta-feira, 9 de junho de 2010

Traduzido em palavras

Essa não é mais uma carta de amor. São pensamentos soltos traduzidos em palavras. Eu queria mesmo conseguir traduzir tudo o que se passa comigo. Tudo o que eu sinto. Tudo o que eu vejo. Tudo o que eu penso. Mas tudo é muita coisa: é TUDO. Então eu passaria mais 25 anos tentando traduzir esses meus últimos 25, porque, de alguma forma, o que eu sou é o resultado de uma vida toda, de uma vivência que me permitiu chegar ao ponto de sentir o que sinto hoje da forma como o sinto. Nesse caso, acho que seria mais prudente tentar traduzir um trecho de mim mesmo. Como num exercício de aula de tradução: diante de um longo texto, @ professor@ seleciona um trecho para exercício em aula.

Obviamente, ao querer falar dos meus sentimentos, meu recorte seria do momento atual, não de coisas passadas e superadas (ou não! rs).

Estar com alguém sem esperar nada em troca. Receber carinho. Dar amor. Toda manhã ouvir aquela voz de sono desejando um ótimo dia...

Ter atenção, grudar na conversa sem perceber o tempo passar.

Risos, abraços, falar tonteiras, discutir assuntos sérios.

Falar da vida, dos planos, da pós-graduação, da família.

Discutir ideologia, estilos de vida, religião (com cuidado! rs).

Marcar um café, uma pizza, um almoço...

Amar não é ter que ter sempre certeza. É aceitar que ninguem é perfeito pra ninguém. É poder ser você mesmo e não precisar fingir. Não me preocupo com os defeitos, porque uma hora vou conhecê-los. O que eu quero saber é das qualidades, essas sim raras de serem reconhecidas.

Sei que nunca fui perfeito, mas por você eu posso ser até eu mesmo que você vai entender. É tão bom poder ser eu mesmo, me mostrar nu - metaforicamente falando -, estar despido de cerimônias sociais. Isso é aceitação. Recíproca. Naturalidade.

É bom poder contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis, porque eu não sou só seriedade. Sou fútil também. Não sou fã de Big Brother, mas a Helenita, doutora em Linguística, disse que também pode ser fútil, porque não é apenas um título. O título de doutora faz parte de quem ela é, mas ela não se resume apenas a um título.

Há momentos que pedem isso ou aquilo, e eu estou podendo ser tudo isso. Flutuante. Maleável. É como uma redescoberta de mim mesmo. Porque com os amigos as coisas ocorrem de uma forma. Num namoro, de outra. É difícil aprender a ter liberdade. Estar e a deixar à vontade é uma maravilha.

Se isso não é amor, o que mais pode ser? Tô aprendendo também. Eternamente. Infinitamente. Todo dia. Esse é o trecho que mostro de mim hoje.

**
Nota do Tradutor: Dani, minha amiga e blogueira escreveu um post bem tenso, polêmico. Infelizmente, uma pessoa se manisfestou de um modo grosseiro, com xingamentos. Eu repudio esse tipo de atitude. Qualquer pessoa pode comentar no blog da Dani, a favor ou contra, mas pra que xingar? Depois eu farei um post sobre isso. Te amo, Dani.

5 comentários:

  1. Post sensível, apaixonado, doce e cheio de ambiguidades e incertezas: como a vida! Viver é isso, é esquecer-se q esta vivo e apenas sentir.
    A parte da mais bonita da música é qdo ele diz q amar não é ter q ter sempre certeza ( vivemos isso diariamente, não Will?)..é poder ser vc mesmo e não conseguir domir...( O melhor de tudo é poder ser a gente mesmo. Já disse antes, talvez seria a melhor declaração a se ouvir...ser aceita como é. Dificil. rss)
    Qto a questão do titulo...realmente eles só ajudam na hora do concurso público ou de arrumar um trabalho. O q importa mesmo é a capacidade do ser humano de estar aberto a aprender e a ensinar, sempre com humildade. Socrates era assim caro filosofo! :)
    VC tá aprendendo a amar diariamente e isso sim é vc...TE adorooooo! E estou orgulhosa e feliz por vc! bjo, Dan

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  2. Obrigada pelo apoio no meu post. :)
    Vc é maravilhoso, sempre!
    Te amo...

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  3. Meus olhos se enchem de lágrimas, Dani!

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  4. Will.
    O romantismo nunca acaba, desde que faça constantemente a manutenção do mesmo...
    Quando você conhece os defeitos a intimidade aumenta, convivência constante, puts uns "arrotos", "uns", nossa que mal educado...
    O Amor ainda sim prevalece e tudo suporta, pois é na forma diferente de ser que conseguimos viver o comum para todos, o AMOR.
    Sei que talvez vc não vai entender estas palavras, mas quando deixamos DEUS fazer parte do relacionamento o AMOR fica muito mais intenso..
    Bjs.

    ALO

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