sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Vampiromania

Bom, vou falar um pouquinho - bem pouquinho - sobre filmes de vampiro, já que estão na moda há algum tempo (que moda longa, não?! achei que moda durasse apenas 1 temporada hahahaha).
Para começar, vou colocar de um lado Crepúsculo e de outro lado Entevista com o Vampiro junto com as séries de TV True Blood e Diários do Vampiro.
 Em Entrevista com o Vampiro, Lestat transforma Louis em vampiro. Como seu criador, ensina-o a sobreviver, a viver como vampiro, seduzindo pessoas, sugando o sangue delas e matando-as. Entretanto, Louis, ainda com algo de sua alma humana, com sua piedade incondizente com sua nova natureza, prefere alimentar-se de ratos a matar humanos. Notamos a presença dessa dualidade humano X vampiro, esse paradoxo do ser vampiro e não ser humano X ser humano e não ser vampiro. O filme se passa como uma entrevista mesmo, em que Louis vai descrevendo como tornou-se vampiro e como fora sua vida desde então ao lado de Lestat. Ele não envolve nenhum amor entre vampiros e humanos. Há, isso sim, a presença de uma cena marcante em que Lestat seduz duas mulheres, suga-lhes o sangue e as mata, tudo envolto em muita sensualidade e indicando sexo no ar. Nesse momento, Louis tem uma crise de identidade vampiresca e não consegue consumir suas presas, duas lindas mulheres.

Em True Blood há o mesmo dilema: Bill Compton, um vampiro sedutor, apaixona-se por uma humana - descobre-se, mais tarde, que Sookie Stackhouse não é uma simples huamana, ela é uma fada! - e vive em uma luta intensa e tensa contra os outros vampiros caçados de sangue, caçadores de poder, que brigam, disputam os territórios dos EUA. Nessa série há algo de novo: a criação de um sangue sintético, o Tru Blood, invenção japonesa capaz de tornar possível a convivência entre humanos e vampiros, uma vez que os vampiros teriam outra fonte de consumir seu alimento - o sangue! Uma outra novidade na série é sobre as discussões políticas que envolvem a convivência entre humanos e vampiros: deveriam os vampiros passarem a ter direitos como os humanos?
A série mostra essa discussão tanto como ocorre na TV dos EUA, como os bastidores dos grupos 'a favor' e 'contra'. Fica evidente, ainda, a questão de outro tipo de discriminação: a racial, sempre apresentada pela personagem Tara Thornton, uma garçonete negra que consegue levantar a questão de que a escravidão já acabou, colocando-se, por vezes, como vítima de sua origem africana, não aceitando submissão de forma alguma. True Blood mostra os vampiros como eles são: sugadores de sangue, assassinos, sedutores, sensuais e muito sexualmente ativos.


Já Diários do Vampiro é outra série norte-americana que, como a anterior, trata da dualidade entre os vampiros e os humanos, tendo como mediadora a presença das bruxas, que podem controlar, até certo ponto, os vampiros. Em Diários, Elena Gilbert fica envolvida em um triângulo amoroso com os irmãos vampiros Damon e Stefan Salvatore que, depois de anos, voltam a viver na cidade de Mystic Falls, cheia de tradições e grupos de famílias fundadoras que escondem segredos de extrema importância, que só se revelam ao longo da trama. Aqui, assim como em True Blood e em Entrevista com o Vampiro, há um vampiro que nega sua natureza assassina e prefere caçar pequenos animais para se alimentar. Só que uma hora essa dieta vai pesar, pois ele estará fraco para enfrentar os desafios que surgirão em seu caminho. De um modo geral, nesta série há até algum toque de sedução, algumas mortes e alguns vampiros atacando, mas bem menos que True Blood, e sem praticamente nenhuma cena sensual ou indicando uma relação sexual.

As duas séries, True Blood e Diários do Vampiro tem algo a mais em comum do que apenas a dualidade vampiro X humano, como podemos notar: o amor shakespeareno entre humanos e vampiros, remetendo-nos à célebre tragédia de Romeu e Julieta, jovens de famílias rivais que se apaixonam - e, no fim, morrem por amor (por isso uma tragédia!).

 Por sua vez, Crepúsculo e suas sequências são filmes que apresentam um personagem principal, Edward Cullen, um vampiro bonito, que fala manso e que, assim como nas séries acima, não consome sangue humano, alimentando-se de pequenos animais. Aliás, toda sua família vampiresca é "da paz". Edward também mantém um romance com uma humana, a adolescente Bella Swan. Eles vivem uma tensão entre beijar ou não, transar ou não, porque ela não é vampira e ele tem medo de machucá-la. Uma diferença bem marcante nesta série de filmes é que Bella é muito fogosa, inconsequente, louca para o primeiro beijo, para a primeira vez, enquanto Edward a segura, ele é quem diz "não, só depois do casamento". É um filme em que quase não há mortes, a sedução fica por conta de um lobisomem, Jacob Black, embora não seja tão evidente.
Na minha opinião, a série Crepúsculo é a pior de todas as anteriores, porque mostra um vampiro com uma tensão muito pequena, não tem praticamente nada de sensualidade, quase nada de morte, quase zero de vampiro sugando sangue e um absurdo de um vampiro que resiste a uma humana, cuja primeira vez só aceitará após o casamento - até o primeiro beijo demora para acontecer (acho que no segundo filme).

Essa desconstrução das características de grande peso nos personagens vampiros por parte da série Crepúsculo deve-se, talvez, ao fato da autora dos livros que deram origem aos filmes ser mórmon, pregando a virgindade antes do casamento. Dessa forma, eu consigo entender o porquê de Edward ser um vampiro tão fraco, descaracterizando tudo que se conhece sobre vampiros até então. Crepúsculo é tudo o que um vampiro não quer viver: a virgindade eterna! Seguindo esse mesmo pensamento, a série True Blood é a melhor para mim: a de maior erotização, de mais envolvimentos sexuais, homo e hétero, diga-se de passagem. Vampiro deve ser isso: um sugador de sangue, um assassino, um ser que adora sexo por natureza! O resto, isso é invenção que não tem nada a ver...

Curiosidades:
-Entrevista com o Vampiro tem como atores: Tom Cruise, Brad Pitt, Antonio Banderas, Kirsten Dunst. Filme baseado no livro de Anne Rice.
-True Blood tem como atriz principal Anna Paquim, vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante quando era criança, por sua participação em O pianista. Série inspirada nos livros de Charlaine Harris, e vencedora de Globo de Ouro como melhor série dramática e como melhor atriz dramática por Anna Paquim.
-Diários do Vampiro é uma série inspirada nos livros de L. J. Smith.
-Crepúsculo é uma série de filmes inspirada nos livros de Stephenie Meyer.

2 comentários:

  1. Será que eu achei alguém que adooooora filmes de vampiros assim como Eu kkk'

    Adoro "Meu amigo é um vampiro" só não é moda kkk'

    ResponderExcluir

Páginas