
Incendiei a
chuva
(tradução de
Carlos Emilio Faraco)
Deixei meu
coração tombar
E você o
deteve na queda, como se fosse seu.
Vagando na
escuridão, eu atingia meus limites,
Quando teus
lábios socorreram minha respiração.
Minhas mãos?
Ah, estavam fortes,
Mas com elas
não rimava a frouxidão dos meus joelhos
E eu não pude
evitar
De
reverenciar teus pés.
Vassalo, não
decifrei
O teu lado
obscuro, escuro, duro:
Era mentira,
engano, logro.
E os jogos,
com cartas marcadas,
Você vencia
sempre e sempre...
Mas eu
incendiei a chuva
E fiquei
olhando ela fagulhar teu rosto.
E ela
queimava enquanto eu chorava,
Pois eu ouvia
gritos líquidos
Clamando teu
nome, teu nome.
Quando me
deito com você,
Posso me
liquefazer ao teu lado,
Cerrar os olhos,
Sentir- te
onipresente:
Nada pode ser
melhor
Do que eu
somado a você.
Vassalo, não
decifrei
O teu lado
obscuro, escuro, duro:
Tudo o que
você disse
Era mentira,
engano, logro.
E os jogos,
com cartas marcadas,
Você vencia
sempre e sempre...
Mas eu incendiei
a chuva
E fiquei
olhando ela fagulhar teu rosto.
E ela
queimava enquanto eu chorava,
Pois eu ouvia
gritos líquidos
Clamando teu
nome, teu nome.
Eu incendiei
a chuva
Enquanto algo
queimava para sempre
Pois eu sabia
que era a última vez,
A última vez.
Às vezes eu
acordo ajoelhado na porta.
Aquele
coração que você aparou, ainda espera por você.
E mesmo
agora, depois do ponto final,
Eu não
consigo não te procurar.
Mas eu
incendiei a chuva
E fiquei
olhando ela fagulhar teu rosto.
E ela
queimava enquanto eu chorava,
Pois eu ouvia
gritos líquidos
Clamando teu
nome, teu nome.
Eu incendiei
a chuva
E nos
enlaçamos nas chamas,
Enquanto algo
queimava para sempre
Pois eu sabia
que era a última vez,
A última vez.
A última vez.
Oh!
Deixa molhar,
Deixa arder,
Deixa queimar.
Obrigado, William!!!!
ResponderExcluirParabens , Carlos, são poucas as pessoas sensíveis ,q conseguem se exprimir tão encantadoramente. Beijo ana
ResponderExcluir