sábado, 26 de janeiro de 2013

Das paixões e das despedidas



Passo em frente à loja todo dia. Estico o pescoço e tento te encontrar. Não te vejo. Fica a esperança de te rever, ainda que apenas nesses segundos, e da calçada. Nada. Você não aparece mais. Foge de mim. Ou foge do amor. Ou foge da dor... que o reencontro pode provocar. As minhas lembranças de você estão tão vivas agora. Você me chamou, disse que ia embora, queria dizer tchau. Depois de tempos, veio se despedir de mim. Ainda se lembrou do que vivemos. Eu chorei. Te desejei e agora te desejo mais ainda. Me dá um último abraço ao menos, eu peço. A saudade já existe mesmo, ao menos quero esse último toque. Quero essa última lembrança nos meus sentidos... seu cheiro, sua pele, quem sabe me deixa provar sua língua pela última vez?
 
A primeira vez em que nos vimos foi tão mágico. Me lembro de tudo agora, cada detalhe, cada conversa, cada sorriso seu... Você me contou tanto da sua vida naquela noite. Se revelou. Não tinha como não ter me apaixonado. Seu beijo foi avassalador, sugou todo meu amor pra dentro do seu coração, me possuiu... Eu não era mais dono de mim a partir daquela noite, não importava o tempo que durasse, eu era seu, todo seu.

E agora fico com as lembranças na memória e com um sorriso enorme de tanta alegria por você ter vindo se despedir de mim. Alegria!

Este post se relaciona a este, a este e a este. Por isso é significativo para mim ter sido lembrado nesse adeus.


 

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