sexta-feira, 18 de março de 2011

Histórias pra contar

Há algum mistério nesse olhar. No movimento desses cabelos com o vento. Há algo a descobrir em você. Ou você se esconde, ou resiste... Há uma certa firmeza nos seus riscos, nos seus traços há uma exatidão. Para uma descrição, narração de uma emoção. Há algum mistério nesse olhar, um amor pra conquistar, um abraço pra apertar. Há medo nesse olhar, ou apenas uma incerteza (daquelas que todos nós podemos ter quando acordamos e pensamos: será?) relutante que te faz expressar esse ar de mistério? Há um carinho nessa mão, que traça firme sobre a folha em branco: um toque de amor, de aconchego. Há uma força nesses braços que envolvem: a força da paz, como se oferecesse uma bênção - ou como se a pedisse. Quando abertos, esses braços parecem enormes, mas ao abraçar, fechando-se, ficam pequenos porque juntam os dois corpos num só instante, numa só luz, o mais apertado possível, inseparável e indizível. Há uma suavidade na sua voz, um doce que fala da vida, do dia: 'o bom na vida é ter histórias pra contar'. Quero recomeçar a minha história, quer ser protagonista comigo? A gente pode desvendar esses mistérios juntos, descobrir novas histórias pra contar. A gente pode escrever um livro. Com gravuras, figuras, desenhos. Pintados, em preto e branco, riscados. A gente pode escrever uma história de duas pessoas, ou duas histórias que uma hora se encontram, num daqueles capítulos que lemos ansiosamente esperando o resolver de tudo. Queria descobrir o mistério desse olhar e viver esse capítulo ansioso pra sempre, sem chegar ao fim do livro, a não ser com final feliz.

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