Pode levar meu coração, lavar minha alma de amor. Pode me fazer suspirar, me sentir, me abraçar. Pode fazer tudo, que eu deixo, que eu quero, que eu entrego, que eu desejo. E eu não vejo nenhum problema em chamar sua atenção, em dividir a obrigação da felicidade. Não ligo em sorrir, nem penso em desistir, nunca corro sem vontade. O tempo passa a hora, manda a chuva, traz a saudade. E ele não volta. Pode levar meu coração, para o futuro, para sempre.
domingo, 8 de setembro de 2013
Beneficente
Eu nasci para ser doador de vida, de alma, de sorriso.
Eu nasci para doar amor, e o que mais for preciso.
Assim é o dia a dia: há que deixar o lado narciso.
Não toco mais nesse assunto: vou ser conciso.
Eu nasci para doar amor, e o que mais for preciso.
Assim é o dia a dia: há que deixar o lado narciso.
Não toco mais nesse assunto: vou ser conciso.
Agradecimento
Seu é o meu coração
e não adianta dizer
que foi tudo em vão.
Só quero é saber
de respirar gratidão
por tanto amor no viver,
de sair da solidão.
e não adianta dizer
que foi tudo em vão.
Só quero é saber
de respirar gratidão
por tanto amor no viver,
de sair da solidão.
Desabafo
O problema de um coração grande demais, é que ele chora demais. Excesso de amor faz com que as pessoas sejam mais frágeis, de algum modo. Quando se dá muito amor e carinho, desprezo é o que não se espera do mundo. A indiferença, tal qual posta no centro do egoísmo humano, faz o coração de uma pessoa transbordar... de lágrimas que traduzem a tristeza do mundo.
Não adianta sorrirmos, se nosso pensamento não condiz com a expressão física. As dificuldades da vida fazem parte de um processo maior do que o momento em que aparecem; elas nos guiam para um fortalecimento do amor próprio, do amor ao próximo e do desejo constante de felicidade. Quando nos entregamos, tem que ser com amor e de verdade. O carinho é a fonte verdadeira de sorrisos, porque ele é a expressão física do amor: o toque traz segurança, o beijo aumenta paixões, o abraço acalma e traz conforto.
O cuidado, diário e contínuo, nutre o amor entre as pessoas. O preocupar-se, o ouvir, o querer saber como andam as coisas, o ser sincero. Dar valor a gestos pequenos transforma mais a vida de quem espera ser amado do que grandiosidades.
Às vezes me acho muito complicado, mas só quero mesmo esses detalhes, menores que sejam, porque representam a expressão real do amor. Pura e simplesmente.
Bom dia
O sol aparece e o dia começa. O tempo prossegue no instante da promessa. O novo amanhã é hoje, o futuro já começou de novo; ele começa toda hora...
Rotina
A vida tem dessas coisas, de se aprumar para novos desafios. Os dias se apresentam assim: um sorriso pra lembrar que vale à pena lutar. Ainda que a tristeza esteja lá, a felicidade deve permanecer forte. As conquistas são diárias, se dão a cada minuto. O que seria da gente se tudo fosse pronto e acabado?
Liberdade
Não prendo mais na gaiola
o pássaro do amor,
que exige liberdade
que exige liberdade
de bater asas pelo céu,
que exige inspiração
que exige inspiração
e sol para o calor,
que exige uma água,
que exige uma água,
e um pouquinho de mel,
que exige sinceridade
que exige sinceridade
e viver sem medo, nem pavor.
Amores possíveis?
Sente no peito
a dor da dúvida.
Não sabe direito
se é feliz
ou, com defeito,
se ama a meretriz.
a dor da dúvida.
Não sabe direito
se é feliz
ou, com defeito,
se ama a meretriz.
Sons associados
Escalava a escada e encantava com a escaleta:
música aos ouvidos, passeio na Recoleta.
Cantava uma cantada contendo uma ensaiada:
música feita aos montes, como para uma manada.
música aos ouvidos, passeio na Recoleta.
Cantava uma cantada contendo uma ensaiada:
música feita aos montes, como para uma manada.
Releitura
batatinha frita quando nasce
esparrama óleo pelo chão
mocinha triste quando chora
aperta o olho: vermelhão
esparrama óleo pelo chão
mocinha triste quando chora
aperta o olho: vermelhão
Não sei o nome da saudade
Se o que eu sinto é a saudade
a dor antiga não dá paz
a dor de hoje se refaz
a dor de amanhã aqui jaz
Se o que eu sinto é de verdade
não sei dizer o nome disso
não sei desfazer esse feitiço
não sei criar amor postiço
a dor antiga não dá paz
a dor de hoje se refaz
a dor de amanhã aqui jaz
Se o que eu sinto é de verdade
não sei dizer o nome disso
não sei desfazer esse feitiço
não sei criar amor postiço
Sobre amor e sintaxe
As pessoas insistiam em não saber usar a vírgula. Se iludiam com a ideia falsa de que a uma vírgula correspondia uma pausa para respirar. Mal sabiam da sintaxe.
As pessoas insistiam em não saber usar o coração. Se iludiam com a ideia falsa de que a um amor correspondia uma pausa para respirar. Mal sabiam da aceitação.
Eram coisas simples, embora se assumisse que eram difíceis de aprender. Estudar um pouco mais resolveria o problema da vírgula. Amar um pouco mais, o do coração.
Sozinho
O mundo cai na masmorra,
desaba na gangorra,
demora a se levantar.
O mundo te afoga na tristeza,
te dá um empurrão na correnteza,
e não tem ninguém pra te ajudar.
desaba na gangorra,
demora a se levantar.
O mundo te afoga na tristeza,
te dá um empurrão na correnteza,
e não tem ninguém pra te ajudar.
Ciclo
Eu perdi
confesso
que assumi
a dor do coração.
Eu insisti
pudera
como sofri
aceitar a negação.
Eu sorri
depressa
ao ver de perto
outra emoção.
confesso
que assumi
a dor do coração.
Eu insisti
pudera
como sofri
aceitar a negação.
Eu sorri
depressa
ao ver de perto
outra emoção.
Sem Esperança
Vou dizer sobre o fim
da vida,
que é o fim de todos;
a morte da menina
de nome Esperança.
Vou cantar um verso torto:
chegou ao fim;
caminhão, passe por cima
de mim.
da vida,
que é o fim de todos;
a morte da menina
de nome Esperança.
Vou cantar um verso torto:
chegou ao fim;
caminhão, passe por cima
de mim.
Tolice
Invisível que seja,
da festa, do bolo,
pra ele não sobra nem a cereja,
é só um tolo.
Não quer o primeiro pedaço,
nem receber as palmas.
Só procura um abraço,
aquele salvador de almas.
da festa, do bolo,
pra ele não sobra nem a cereja,
é só um tolo.
Não quer o primeiro pedaço,
nem receber as palmas.
Só procura um abraço,
aquele salvador de almas.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Livro
Livrou-se da maldição.
achou uma poesia,
a perdição.
Aprendeu a ler um livro
e criou um verbo:
livrar-se, do português livro:
encher-se de poesia.
Livrou-me de todo amor.
Amém.
achou uma poesia,
a perdição.
Aprendeu a ler um livro
e criou um verbo:
livrar-se, do português livro:
encher-se de poesia.
Livrou-me de todo amor.
Amém.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Amor postiço
Se o que eu sinto é a saudade
a dor antiga não dá paz
a dor de hoje se refaz
a dor de amanhã aqui jaz
Se o que eu sinto é de verdade
não sei dizer o nome disso
não sei desfazer esse feitiço
não sei criar amor postiço
a dor antiga não dá paz
a dor de hoje se refaz
a dor de amanhã aqui jaz
Se o que eu sinto é de verdade
não sei dizer o nome disso
não sei desfazer esse feitiço
não sei criar amor postiço
domingo, 11 de agosto de 2013
Eu gosto
Gosto desses cantos, os escondidos, até dos proibidos. Gosto
dos labirintos, de encontrar as saídas íngremes para a felicidade...
Gosto das variantes que a gente vive a cada dia. Gosto das
possibilidades de poder refazer, às vezes até "resser", como que
passando a existir de novo, do zero.
Gosto dos sorrisos apaixonados, da timidez safada e da falta
de roupa... Gosto da emoção dos altos e baixos do amor.
Gosto desses caminhos, tão incertos, do meu coração!
Gosto de provar o café e sentir o sabor da companhia, que
está aqui, ou que poderia estar. Relembrar. Ou desejar. Eu gosto disso. Do
gosto, do aroma e das ideias. Que me traze um café.
Inesquecível
Ainda sinto o gosto do mel
que tocou minha língua
no entardecer do dia
e que me fez esquecer
dos papeis sobre a mesa
dos monstros nas gavetas
e dos fantasmas de outrora
Ainda sinto o vento do caminho
que já anunciava o perfume
da noite ao seu lado
daquele abraço apertado
do carinho e do toque
e do beijo apaixonado
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Saiba do amor
Você pode até não saber
que a vida começou faz tempo
que o mundo girou com o vento
que o dia sempre começa no amanhecer
Você pode até dizer que não
tem mais energia pra gastar
nem quer mais saber de amar
que já sofreu tanto arranhão
O que você não sabe, meu bem,
é que não existe príncipe encantado
o mundo é mesmo todo revirado
e amor maior que o meu não tem
domingo, 28 de julho de 2013
Oração de amor
Depois de tanto tempo aprisionado,
Maltrapido e maltratado,
Meu coração mudou de cor.
Não é mais vermelhinho como o de todo mundo.
Agora ele muda todo dia, fica azul,
Fica amarelo, vermelho, verde, roxo.
Meu coração mudou de lugar, mudou de forma.
Não é mais como antes, igual ao de todos.
Meu coração agora bate saudade, sugere amor.
Meu coração vale mais que uma flor.
Agora já não importa o dia cinza,
Se a vida é bandida, se eu choro mais.
Agora só resplandece o sorriso,
Que ilumina a tarde, a manhã e a noite.
Agora o abraço chega junto:
No inverno, com cachecol;
No verão, com sunga ou samba-canção.
Agora o beijo não é passageiro:
Mesmo na ausência, ele dura o dia inteiro.
Fica colado em mim, ainda que longe.
O beijo me morde. Passa o dia me mordendo.
Eu sentindo arrepios, dizendo não. Querendo sim.
As manhãs são frias ou quentes, do mesmo jeito.
Mas elas são de bom dia. Trazem a boa tarde,
Ao que sucede a boa noite. Toda noite. Todo dia.
É bucólico. É clichê.
Desculpem, mas o amor hoje só quer ser
Tudo isso, ou quase nada,
Ou só isso. Meu amor não é michê.
Não se vende, não se atira.
Não passa por cima, não é manada
De elefante, nem uma pulguinha saltitante.
Meu amor é completo, me complementa.
Sou um verbo transitivo indireto:
De você, para você, com você, por você.
Parece uma canção de domingo.
Parece uma oração essa poesia.
De amor.
Amém.
Maltrapido e maltratado,
Meu coração mudou de cor.
Não é mais vermelhinho como o de todo mundo.
Agora ele muda todo dia, fica azul,
Fica amarelo, vermelho, verde, roxo.
Meu coração mudou de lugar, mudou de forma.
Não é mais como antes, igual ao de todos.
Meu coração agora bate saudade, sugere amor.
Meu coração vale mais que uma flor.
Agora já não importa o dia cinza,
Se a vida é bandida, se eu choro mais.
Agora só resplandece o sorriso,
Que ilumina a tarde, a manhã e a noite.
Agora o abraço chega junto:
No inverno, com cachecol;
No verão, com sunga ou samba-canção.
Agora o beijo não é passageiro:
Mesmo na ausência, ele dura o dia inteiro.
Fica colado em mim, ainda que longe.
O beijo me morde. Passa o dia me mordendo.
Eu sentindo arrepios, dizendo não. Querendo sim.
As manhãs são frias ou quentes, do mesmo jeito.
Mas elas são de bom dia. Trazem a boa tarde,
Ao que sucede a boa noite. Toda noite. Todo dia.
É bucólico. É clichê.
Desculpem, mas o amor hoje só quer ser
Tudo isso, ou quase nada,
Ou só isso. Meu amor não é michê.
Não se vende, não se atira.
Não passa por cima, não é manada
De elefante, nem uma pulguinha saltitante.
Meu amor é completo, me complementa.
Sou um verbo transitivo indireto:
De você, para você, com você, por você.
Parece uma canção de domingo.
Parece uma oração essa poesia.
De amor.
Amém.
domingo, 14 de julho de 2013
20 centavos
Não é apenas por 20 centavos. A coxinha está mais cara, mal se pode almoçar no intervalo. O preço sobe, o ônibus para, o cobrador desce. O motorista não aparece. O pó está caro, o programa aumentou, mas o pau, esse não levantou...
Não são 20 centavos à toa. É o SUS pedindo ajuda: SOS. Os médicos cubanos vão vir pro Brasil, ajudar na crise. Não podem! Não querem! Os brasileiros vão ter que atender no postinho de saúde, na UPA, no PA, vão ter que cuidar da saúde das famílias no interior do Pará.
Não é uma briga só por 20 centavos. O tomate subiu, o vinagre explodiu, o cara não me representa. São milhões nas gavetas, nos bolsos, na íris do olho que ostenta o cifrão. Falta amor, falta barba.
Não é só por 20 centavos, é pela intolerância, pela ignorância, pela segurança do Papa, que custa mais que 20 centavos... É contra o capitalismo, que afunda as almas na exploração e no consumismo. É por tudo e por quem não tem nada. É por quem não consegue ser, mesmo existindo. É pelos invisíveis, mesmo coloridos: pretos e arco-íris, as cores do esquecimento. Só se lembram do vermelho, cor do sangue. Não o que está nas suas veias, mas o que suja as mãos. Não são apenas 20 centavos!
Não são 20 centavos à toa. É o SUS pedindo ajuda: SOS. Os médicos cubanos vão vir pro Brasil, ajudar na crise. Não podem! Não querem! Os brasileiros vão ter que atender no postinho de saúde, na UPA, no PA, vão ter que cuidar da saúde das famílias no interior do Pará.
Não é uma briga só por 20 centavos. O tomate subiu, o vinagre explodiu, o cara não me representa. São milhões nas gavetas, nos bolsos, na íris do olho que ostenta o cifrão. Falta amor, falta barba.
Não é só por 20 centavos, é pela intolerância, pela ignorância, pela segurança do Papa, que custa mais que 20 centavos... É contra o capitalismo, que afunda as almas na exploração e no consumismo. É por tudo e por quem não tem nada. É por quem não consegue ser, mesmo existindo. É pelos invisíveis, mesmo coloridos: pretos e arco-íris, as cores do esquecimento. Só se lembram do vermelho, cor do sangue. Não o que está nas suas veias, mas o que suja as mãos. Não são apenas 20 centavos!
domingo, 7 de julho de 2013
Achados e perdidos
Eu sei tudo o que perdi
As vezes em que não te vi
Do sonho que eu desisti
Eu sei de tudo
Mas não me arrependo
Porque outra vida eu tive
Outro amor eu encontrei
Outros caminhos eu provoquei
Nadei em rios de águas turvas
Que me davam tanto prazer
De molhar a nuca, a cabeça
De escorrer a tristeza
E levar a lembrança
Embora de mim
Eu perdi tanta coisa
Mas no caminho
Outras tantas pude ter
O que agrada não é ganhar
Não quero competir
Nem amor, nem dinheiro
Nem aparência
Eu quero ver um sorriso
Que me olhe
Que me provoque
Que me tente
Que me traga
Um encontro
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