quinta-feira, 14 de abril de 2016

Altos e baixos

Às vezes, a gente cansa.
Acorda com a cabeça
Fora da balança.
A gente tropeça,
Cambaleando feito criança.
Nas outras vezes, a gente recomeça,
Fazendo da vida uma dança
Com passos que vão desde a cabeça
Mexendo até os pés, feito criança.

domingo, 27 de março de 2016

Cinzas

Tudo é repetição, é dizer de novo, é reviver no fogo da vida, virar cinzas.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Através da janela, além do ego

foto que fiz em Salvador em outubro/2015, subindo a escada do Farol da Barra

O que é se que se vê da janela? O futuro ou o passado? O agora sendo vivido? Ou o amanhã prometido? É tempo de deixarmos o espelho de lado e começarmos a ver pela janela, é tempo de olharmos para além de nós mesmos.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Solidão

foto que fiz no Guarujá em 2013
Um dia triste. Tanta beleza estranha, tantos sozinhos querendo participar. Veja a árvore no meio da praia, sozinha, e junto com todo mundo; isolada e integrada à natureza. Como nós mesmos na humanidade, sozinhos e juntos com todo mundo.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Tristeza

Foto que fiz em Salvador em outubro/15
Chorar pra quê? Pra sentir mais emoção, sentir pulsando tudo dentro da gente, com arrependimentos: o que fiz da minha vida? Não consigo dizer, não tenho toda clareza pra ver, mas sei que deixei escapar a felicidade. Como recuperar o tempo perdido, o amor atropelado? Como pedir perdão pelo tropeço? Como saber se é hora de recomeçar? Não sei as respostas. O amanhã dirá o que o hoje não consegui resolver, mas e se for muito tarde? A felicidade tem tempo certo? A chance é só essa? E se for o último pôr do sol que eu vejo? Se eu perder o próximo horizonte? A vida não me responde...

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Clichês

Disseram que o amor é amor, simplesmente.
Que basta deixar acontecer, tudo se acerta com o tempo.
Que a gente vai se conhecendo e aceitando o outro.
Que essa paixão louca é muito boa, que o coração dispara.
Que isso é sentir-se vivo.
Disseram que o amor cura.
Mas disseram que quando o amor acaba a vida continua.
Que um novo sol vai raiar amanhã.
Que a tristeza passa.
Que não era hora, que outra pessoa vai aparecer.
Que o mundo dá voltas.
Disseram que o tempo cura a dor do amor.
São muitos clichês que disseram.
Em meio a tantos conceitos,
A tantos conselhos.
Eu mesmo ainda não sei
Exatamente o que é o amor.



quarta-feira, 22 de julho de 2015

Escondido?

O que há de novo
Novidade
O que é novo
Não dá saudade?
Ou o que há de antigo
Antiguidade
O que é antigo
Esconde a verdade?

terça-feira, 21 de julho de 2015

Última chance

Sabe o malandro
Que diz que te ama
Mas sempre foge,
Que você pensa que te engana?
Sabe o malandro
Que te deixa os sentidos aguçados
Que tem tanto mel,
Parece que lábios açucarados?
Sabe o malandro
De quem você tenta correr?
Beija logo, minha filha,
Pra esse você também não perder...

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Olho gordo

Tirou da cara um risco de tristeza.
Sorrindo feliz pro espelho,
Para si.
Que alegria de se ver nu,
Sem roupas, nem personagens.
Que plenitude de respirar
Sem nada apertando,
Nem o olho alheio,
Que devora a vida
De todo mundo.


Contas vencidas

Qual o limite que te dão
Dizendo que teu corpo não é teu
Que tua alma foi vendida
Que teus dias são detestáveis?
Qual o limite que te dão
Além do cartão de crédito?
Sua fatura está vencida.

Sem chance

Feito um leão quando caça, o mundo devora meus dias, engole minhas noites e rasga toda minha esperança de... (tarde demais)
foto da internet

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Rascunho da semana

Se esqueça da minha alegria, do meu beijo
De voltar atrás no olhar, na decisão
Se esqueça do meu abraço, não tem jeito
Acabou o amor, houve uma cisão.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Sonhando um desejo

Há uma falta de mim,
Um excesso de mim,
Um alguma-coisa-que-não-sei-o-que.
E eu vivo sem saber.
Respiro sem perceber.
Eu ando e não vejo o amanhecer,
Não dá tempo, nem se eu correr.
Porque o sonho é intenso,
Não me deixa levantar
Nem a cabeça.
O mundo é imenso
E não consigo alcançar
Nem encaixar nenhuma peça
Do quebra-cabeça
Desse olhar pro nada
Que sai de mim,
Que sobra, que falta.
O dia não se resolve
Nem no fim.
Moça na Janela, de Salvador Dali

sexta-feira, 12 de junho de 2015

O ralo



Vivia com um pavor em sua alma. Mal tomava banho, mal chegava perto da pia – do banheiro, da cozinha. Aquele monstro por onde escorria a água constituía-se como seu pesadelo atordoante, pior do que subir na roda gigante. Um redemoinho redesenhado para sua casa, para sua vida. Tudo se desfazia ali naquele instante final, a última gota de vida restante em qualquer ser se acabava naquele exato lugar. Se fechasse o olho, imaginaria o que estaria por vir e entraria em desespero. Se colocasse uma tampa, acreditava que a força da sucção seria mais forte que todas as forças que ele trazia consigo. De tudo no mundo que poderia assustá-lo, era o ralo seu maior medo, seu pior inimigo, porque o ralo seria seu fim inevitável.

Considerava o ralo o escoar de toda vida, de toda morte, de todo mundo. Se morto, enterrado, haveria algum ralo sob o solo que o levaria, aos pedaços, para o cumprimento do destino cruel. Se nadasse no mar, as águas formariam um grande redemoinho, forjariam um ralo para seu fim. Se voasse em um avião, o vento traria um grande furacão que o levaria dali. Era isso, era um fato, um destino. Se tomasse banho, aos poucos teria sua vida levada para o submundo do ralo, sua vida escorreria com a água em redemoinho que certamente se formaria. Recusava-se a dar um pouco de si a cada instante em que, ilusoriamente, pensava estar se limpando. Nessa circunstância, tomar banho não era se limpar. Lavar as mãos na pia não era se limpar. Era oferecer-se ao fim da vida, à escuridão do ralo. Esse medo ninguém lhe tirava.

O ralo era seu fim, o de todos nós, acreditava, amedrontado, amontoado no canto do banheiro, oposto ao canto do ralo, onde vagarosamente começou a cochilar, a se entregar a um sono sem fim. Ao passo em que dormia, sentia-se atraído, arrastado para o outro lado, como se fizesse uma viagem ao inferno, onde se recusava permanecer.

Num sono mais que profundo, ia sentindo a água que o afogava, deixando-o desesperado. Quando enfim conseguiu abrir os olhos e recobrar seus sentidos, ouvia vozes como que risos zombando de si. O ralo, repetia aos gritos desesperados, o ralo...

Quando abriu bem os olhos, deu-se conta de que estava em casa, debaixo do chuveiro, de bermuda, e que seus irmãos o vigiavam. Jurou para todos que era o fim que se aproximava, mas como o fim do mundo tão trágico só acontece em filmes, ninguém acreditou no que ele tinha vivenciado.


*Conto selecionado na fase municipal do Mapa Cultural Paulista 2015/2016

Suicídio

No frio do dia, numa chuva se perdia.
De todos os desejos, só tinha os que não podia.
Vivia a ingratidão dos tempos
sem se acostumar com tantos ventos.

Era muita direção soprando,
Sua vida parecia sempre afundando.
Eram encontros inesperados,
sonhos não vividos, tormentos desesperados.

Tinha um café para acordar
e uma piscada pra recomeçar,
mas surtava sem saber
como a vida deveria ser.

Estúpido, fingia ter razão.
Era cego, à frente não via nada, não.
Prostrava-se diante da cruz,
punha-se a rezar: a ti eu peço: me salve, Jesus.

Do sol só via o fogo que queimava.
Não recebia luz, só a dissipava.
Seu caminho era falho e era feio,
mas não se esforçava por um amor cheio.

Nem querendo mais sonhava,
e todo resto ele odiava.
Sem ter a quem recorrer,
resolveu então se perder.

Sem saber da vida o mistério,
deu-se um tiro. Cemitério.

*Poesia selecionada na fase municipal do Mapa Cultural Paulista 2015/2016

domingo, 31 de maio de 2015

Pedaços da gente

Meu coração, grande coração, que se desfaz em pedaços, pequenos, grandes pedaços lançados ao som da mais triste música, direcionados a cada canto da casa. Esses pedacinhos são feitos não das nuvens do céu, do algodão doce das crianças, são pedaços mais para cacos de memórias de sofrimentos. Porque os pedacinhos de alegria ainda continuam juntos, montados em seu lugar. Mas as tristezas, recordadas em seus trechos da vida, essas estão cada vez mais espalhadas, de difícil que são de se superar – inalcançáveis.
Era com esse pensamento de menina magoada pelo namoradinho da escola que começava a rascunhar numa folha de papel a mistura de sentimentos que perturbava sua vida nos últimos tempos. Com uma tristeza no sorriso que não saía do esboço, não parava de imaginar quando teria a chance de superar essa fase das desilusões. Mal sabia que desiludir-se era uma constante na vida de todos nós.
Diferente daquele dia, esperava que os próximos viessem acompanhados de menos sofrimento e de mais alegria, mas não tinha claro como seria uma vida cheia de felicidade. Sequer sabia se era possível ser feliz o tempo todo. Entretanto, sonhar era o possível. Nenhuma menina de sua idade deveria sofrer tanto como ela sofria, imaginava. Toda a dor das tristezas carregadas em uma só pessoa, como se fosse a grande responsável por toda tragédia diária que acometia a vida de todos.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Cacos no caminho

Passei a vida tentando recolher os cacos do caminho, que cortavam meus pés e me impediam de continuar seguindo o rumo. Nem mesmo meu coração consegui alcançar, de tantos cacos que encontrei pela andança; não, meu coração não fica em mim, fica onde quero estar, por isso vivo correndo atrás dos momentos que me encontro com ele, mas quando não chego perto, me dá um aperto no peito e perco o equilíbrio. E continuo lutando, vivendo e buscando, porque meu coração está fora de mim, e sei que o dia pode terminar sem que eu o encontre. Nem por isso posso parar de andar, e esses cacos, como vou pisar? Preciso dessa dor porque não há solução outra. Resolvi parar de recolher os cacos do caminho, quero sentir o sangue escorrer e saber que, mesmo sem estar perto do meu coração, eu ainda estou vivo, porque viver é também chorar e ficar triste; o amanhã será diferente, pois brigo com o mundo e chego ao meu coração. Uma hora dá certo.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Virando a página (ou Do clichê do ano novo)

Na literatura, a cada frase que lemos, uma novidade pode se apresentar. Quando viramos a página de um livro, então, as surpresas são muitas. No outono, as folhas caem e, na primavera, as flores desabrocham. Passamos a vida virando páginas, as folhas caindo e as flores se abrindo. É o tal ciclo natural, os anos se repetem, as estações do ano se repetem e, para não ficarmos pra trás, fazemos nossos ciclos também. Não se trata de deixarmos tudo pra trás, mas de aprendermos com cada experiência que precisamos ser menos egoístas, que precisamos olhar o próximo, o outro como parte da mesma engrenagem que a gente. Não, não é fácil ser menos egoísta, não é algo que conseguimos com um toque de mágica. Mas é um exercício contínuo. Cair, levantar. O passado é passado, mas nem por isso deve ser esquecido, deve ser lembrado como aprendizado, pois mesmo que um momento não tenha sido bom, foi uma chance de aprender. Virar a página não é dizer que nada valeu à pena, é conseguir seguir adiante, apesar das horas difíceis – que sempre existirão! Virar a página é conseguir vivenciar novas possibilidades sem desprezar o passado, mas olhando para o futuro. É eliminar sentimentos ruins que nos consomem. Virar a página é fazer a vida continuar em direção à felicidade – essa luta diária que travamos...

Feliz 2015!

domingo, 23 de novembro de 2014

Time goes by

And time goes by
Every minute wasted is a time of lies
No one can know what it feels like
To be you
No one can understand your feelings
Because they aren’t even clear for yourself
Life’s such a mess
And all we have is time for regrets
For all we did
For all we haven’t done
Because we think there will be a right time
And we forget the time we live now
And time goes by

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Confusão que destrói

Sou eu mesmo o fruto do meu egoísmo, tendo me convertido nesses olhos que só se voltam para o umbigo próprio? Não sei o caminho certo que a vida toma, não sei quantas lágrimas minhas ou alheias preciso derrubar ao longo da vida para perceber que cometi tantos erros e que desisti fácil demais de alguns sonhos. Minha irresponsabilidade com tantos sentimentos me faz perder a mão da direção. Mas a direção talvez nem seja minha de fato, e então preciso esperar uma iluminação divina para me conduzir no caminho correto, pois só Deus poderá me mostrar o que eu não consigo ver e me esclarecer sobre o que não consigo me entender. Fracassado que fui em uma missão, serei um soldado condenado ao exílio e à solidão. O mundo continua girando e o meu coração continua batendo, embora não tenha mais ritmo.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Perdido

O que não posso fazer,
Não posso revelar.
O que eu não sei como viver,
Não sei como sorrir.
Não há caminho pro desconhecido:
Perder-se não é viver.

Despedida

O que a morte leva
Não é a alma,
Que fica viva na memória.
A morte leva a pele,
Que nunca mais será tocada.
Leva a gargalhada,
Que não será mais alegria.
Leva o olhar,
Que nunca mais terá direção.
Mas nunca leva a alma,
Imortalizada em cada um que fica.

(A Vera Lucia Claro, In Memoriam)

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Proteção

Tomando sol no rosto,
Sentindo a lágrima escorrer.
Cada anjo em seu posto
Tentando me proteger.
Cruzei mil demônios,      
Mas com guardiões vou vencer.
Com o sol me iluminando,
Ciclope, forjo as armas da vitória.
Vencerei com a proteção de 
Deus.
Amém!


quarta-feira, 4 de junho de 2014

A janelinha e o espelho

Quando nos damos conta da janelinha na nossa vida? E do espelho?

A janelinha existe. Ela é a forma como nós vemos o mundo como um todo, olhando ao redor, vendo diferenças, paisagens, mas tristezas também, infelizmente. A janelinha é o modo de vermos além de nós mesmos, a forma de termos a percepção do coletivo.
O espelho existe também. Mas, ao contrário da janelinha, ele é a forma como nos vemos a nós mesmos, já que quando olhamos nele, vemos nossa própria imagem, nada além disso. Pelo espelho temos a percepção apenas do individual, do eu no seu maior egoísmo.
Às vezes, quando estamos com uma pessoa que se parece muito conosco, temos a impressão de estarmos nos olhando nesse espelho, já que não vemos uma pessoa muito diferente de nós mesmos, embora ninguém seja igual a ninguém.
Quando nos encontramos com alguém diferente , seja em que âmbito for essa diferença, então estamos diante da janelinha, e temos a possibilidade de ver o novo, o diferente, tudo aquilo que diz respeito ao que não controlamos, vemos aquilo que existe e, como apenas observadores dessa janelinha, temos de tentar entender e aceitar as diferenças, não julgar nem repreender, porque, do mesmo modo como nós, os outros também têm sua janelinha e seu espelho, e assim como alguém pode parecer-nos "diferente", é importante lembrar que também fazemos parte da janelinha de alguém, que também pode nos julgar pela nossa "diferença", e, convenhamos, ser julgado por não ser igual não é uma situação nada interessante.
O que acontece, muitas vezes, é que nos recusamos a abrir nossa janelinha e a enxergar o próximo, tornando-nos narcisistas e egoístas, como se andássemos com o espelho pendurado em nossa frente o tempo todo. Isso é ruim. Vivemos em grupo, somos coletivos, e a arrogância e o egoísmo que tomam conta das pessoas às vezes mostram não apenas uma falta de evolução, mas também uma regressão.
É uma pena ainda existirem pessoas que só saibam olhar no espelho, que só tenham olhos para si.
Pense, reflita.
Você já abriu sua janelinha hoje?

(Escrevi este texto em 2006)

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Nem sempre

Nem sempre eu quero salvar o dia,
Cantar na noite, ou dormir à tarde.
Às vezes, só quero olhar pra frente
E não ser responsável por nada,
Nem pelo sol, nem pela lua.
Às vezes, me dou o direito ao egoísmo
E ao esquecimento.
Às vezes, só quero que o mundo continue...

terça-feira, 13 de maio de 2014

Quebra-cabeça

Há uma falta de mim,
Um excesso de mim,
Um alguma-coisa-que-não-sei-o-que.
E eu vivo sem saber.
Respiro sem perceber.
Eu ando e não vejo o amanhecer,
Não dá tempo, nem se eu correr.
Porque o sonho é intenso,
Não me deixa levantar
Nem a cabeça.
O mundo é imenso
E não consigo alcançar
Nem encaixar nenhuma peça
Do quebra-cabeça
Desse olhar pro nada
Que sai de mim,
Que sobra, que falta.
O dia não se resolve
Nem no fim.

domingo, 4 de maio de 2014

Abri os olhos pra vida

Quando eu não pensava mais na vida
Quando eu não sabia mais para onde sorrir
De repente, eu abri os olhos
E a lua me disse um oi
O sol me abraçou
E eu te encontrei
Na lua
No sol
E no meu sorriso
Não sei mais de nada
Talvez eu te ame
E seja por isso

quinta-feira, 20 de março de 2014

Sorriso forçado

O cinza é a desnudez do dia. Sem maquiagem, desacorrenta as águas das nuvens. O azul e o brilho usual são um disfarce, um sorriso forçado que insiste na vida. A chuva vinda das nuvens cinzas, por sua vez, é o tormento, a tormenta, o choro engasgado: "não aguento mais", desabafa.

terça-feira, 18 de março de 2014

Não sabia de nada

Havia lábio a me olhar
Havia céu a me chover
Havia amor a me sorrir
E eu nem sabia
De nada adiantava
Que eu não te percebia
Que eu não me tocava
Nem a música eu notei
Você cantando e me dizendo
"Eu sempre te amei"

quarta-feira, 12 de março de 2014

Vida triste

Eu sei da tristeza
que assola a vida
até da realeza.
Eu vivi o sofrimento
de um dia perder
tudo num só momento.
Eu ouvi a decepção
no murmúrio íntimo da vida
que brotou neste coração.
Sem mais sorrir de verdade,
a vida triste me invade:
a morte me leva
e deixo ao mundo a saudade.

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