segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Até quando?
"Até quando você vai levando porrada? Até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando vai ser saco de pancada?" (Gabriel O Pensador)
sábado, 14 de agosto de 2010
A morte me dilacera
É horrível quando perdemos. A morte é sempre avassaladora, dilacerante. É como que se uma parte de nós também morresse.
É triste a cena. Sentados, olhando pro silêncio. Lembrando da vida que existia; lágrimas que correm; soluços de choro. Dá um desespero, parece. E agora? Como lidar com a perda, com a morte? Ainda não sei, mas é preciso seguir e descobrir como será o amanhã.
Hoje passei o dia velando, quase que em silêncio de palavras, e chorando...
Hoje é o dia em que meu namoro morreu.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Ser humano: sociabilidade e razão
"O ser humano não é uma abstração e isto é fato. Gostei muito deste artigo do meu querido amigo Will e quero compartilhá-lo com vocês! É sempre bom refletir no que exatamente nos torna humanos e até que ponto a socialização contribui com isso. Acredito q vale a pena ler. beijocas da Dani"
sábado, 31 de julho de 2010
Algo assim...
Coisas da minha cabeça? Estresse? Ansiedade?
Acho que tudo isso junto, com muito mais. Vivo numa expectativa constante: sempre há algo para (quem sabe) dar certo. E essa espera me tortura, me mata, me destroi.
Isso às vezes me faz tomar atitudes precipitadas, às vezes me faz decidir algo que não está decidido (algo que deveria amadurecer em minha mente, mas que eu, ansiosamente, decido prematuramente).
Muitas vezes é possível desfazer essas precipitações. Algumas outras vezes, essas decisões me trazem algo de bom: saber o que não imaginava estar acontecendo, mas que, mesmo que esteja um pouco longe de mim - embora seja sobre mim - me traz alguma alegria. É confuso, mas não posso explicar isso.
As coisas estão tão meio turvas hoje, que estou ouvindo um cantor francês! Não entendo bulhufas de francês, mas a melodia é linda e o intérprete me comove. Falo de Grégoire.
Me dá um nó, não sei se no peito, se na garganta. Acho que é na minha mente, aqui dentro da cabeça.
Como será uma igreja grande numa segunda-feira de manhã? Eu a imagino alta, com pinturas nas paredes, aquele longo caminho até o altar, uma imagem de Jesus ao fundo. E como será essa igreja na segunda à tarde? Cheia de silêncio, imagino. Sem aquela movimentação do domingo, de famílias indo às rezas. Mas por que falei da igreja? Porque esse silêncio que eu imaginei é o mesmo que eu queria pra mim agora. Aqui dentro. Sem apologias religiosas, estou apenas "metaforizando"...
Grégoire continua me invadindo e me comovendo - não entendo nada, mas fico imaginando o que ele esteja dizendo. Será que só imagino o que gostaria de ouvir, ou me torturo e imagino o que também me destruiria?
Me desculpem pela melancolia, mas algo assim é o que sinto hoje...
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Nem por decreto: pela liberdade da língua portuguesa
Acredito que respeitar a língua é fundamental para sua manutenção, bem como para a preservação e disseminação da cultura de um povo. Não podemos nos esquecer, entretanto, de que a publicidade tem por objetivo convencer. Não acredito que a publicidade se utilize tanto de erros como pareciam querer apontar. Aliás, gostaria que tivessem me mostrado exemplos de erros de português em textos publicitários para discutirmos, mas não mostraram.
Sobre os estrangeirismos, não concordo com o que disseram. Os estrangeirismos são uma forma de enriquecer a língua, porque eles são o resultado da "apropriação" pela língua de um termo estrangeiro e, quando isso ocorre, essa nova palavra passa a fazer parte da língua, e a constar dos dicionários, e, consequentemente, a "funcionar" de acordo com sua norma. Um exemplo é a palavra XEROX, que, na verdade, é uma marca, mas estrangeira de qualquer forma. Quando nos referimos a "fazer cópias reprográficas", dizemos XEROCAR. Como podemos observar, o verbo está no infinitivo como os verbos AMAR, BEBER, SORRIR. O estrangeirismo não é o uso de um idioma em detrimento de outro. Como já disse acima, é a "apropriação" de um termo estrangeiro pela língua materna. Assim, se um termo já está dicionarizado e já segue as normas da língua portuguesa, ele é incorporado por esta, deixando de ser um termo estrangeiro.
O que a pessoa queria discutir, então, seria a dominação linguística e cultural, e não o estrangeirismo. Se antigamente o francês era a língua dominante, após a Segunda Guerra o inglês passou a sê-lo. E, sendo a língua dominante, a cultura em língua inglesa (mais propriamente a cultura norte-americana) passou a ser a dominante também. Outro ponto interessante é que nós nos sentimos (e somos) fortemente influenciados pelos EUA porque estamos na América. Tem-se que levar em conta que na Europa não é o inglês americano que se ensina na maioria dos países, porque lá existe o Reino Unido e outros países falantes da língua inglesa que já o falavam antes. Sobre a dominação linguística, realmente não podemos utilizar um idioma estrangeiro em detrimento do nosso, mas isso não quer dizer que tenhamos que nos alienar em relação à língua de maior uso nos negócios internacionais: o inglês.
Aprender a língua portuguesa corretamente (e não apenas o uso gramaticalmente correto, mas perceber as possibilidades e flexibilidades da nossa língua) é fundamental para uma boa formação cultural sólida de qualquer brasileiro, mas saber uma segunda língua é fundamental para se ter sucesso profissional em um mundo globalizado e cada vez mais competitivo. Não são raras as matérias em jornais que abordam exatamente esse assunto: há muitas vagas de emprego que não são preenchidas por falta de mão-de-obra qualificada, e isso em qualquer nível de escolaridade, inclusive a falta de conhecimento de uma segunda língua.
É nesse contexto que acredito na liberdade de uso da língua. Nós a construímos diariamente. Não é um decreto que vai fazê-la ser mais nacional ou mais norte-americanizada. Não é desse tipo de proteção que precisamos, precisamos que o português seja ensinado na educação básica para que possamos ter acesso à literatura em língua portuguesa compreendendo as figuras de linguagens, as (des)construções artístico-poético-literárias, além de podermos fazer uma leitura mais intertextual de cada obra ou texto a que temos acesso.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
As palavras que não saem, mas que eu sinto...
domingo, 11 de julho de 2010
Eu só queria dizer...
Se eu fico mais chato, é reflexo da intimadade. Posso dizer mais coisas, chamar mais atenção. Olha, não faz isso, não assim...
Que coisa linda eu poder surpreender: de repente, um momento de tanta sensualidade, de tanto amor. Inesperado. Profundamente feliz. Os risos do depois confirmam essa felicidade, atestam essa alegria. As lembranças que hoje eu tenho confirmam que não sonhei: não é possível ter tido um sonho daqueles! Tem que ter sido real. E ponto.
Domingo é dia de preguiça. De convite pro almoço. De tarde na sala. Soneca no quarto. Domingo é dia de dormir feliz, sabendo que o fim de semana foi muito bom.
Não consigo nem dizer tanta coisa mais. Há tanto pra ser.
Vou viver.
Feliz.
(só pra você saber, eu te adoro)
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Uma rapidinha com a Dani...
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Incerteza...
Sem lugar, o todo vazio lembra o nada.
O horizonte, lá no fundo, nunca ao alcance de ninguém.
O espaço muitas vezes não se preenche, tudo se confunde
E o todo, de repente, torna-se o nada.
O escuro torna-se claro.
O céu une-se à Terra,
E o mar confunde-se com o horizonte.
Enfim, de tudo, nada sei.
O que me confunde não são as palavras,
São meus pensamentos.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
O GOL DE DUNGA
* Juçara Dutra Vieira é professora, ex-presidente do CPERS e, hoje, faz parte da direção da CNTE e é vice-presidente da Internacional da Educação - órgao vinculado à ONU que representa sindicatos de educadores de 140 países.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Rede Globo de Alienação
"Foi enterrado nesta sexta em Mauá, na Região Metropolitana de São Paulo, o travesti André Luiz Albertini, que se tornou conhecido no ano passado pelo envolvimento numa confusão com o jogador Ronaldo. André Luís morreu na quinta. Na declaração de óbito, no espaço reservado para a causa da morte, está escrito: neuro toxiplamose síndrome imunodeficiência adquirida."Eu, que quase nunca vejo TV, bem naquele dia vi o JN. Fiquei inconformado (embora não pudesse esperar outra coisa) com o modo como se noticiou aquilo. Releiam e vejam se isso está claro para todos, especialmente a última frase. Bom, fui meio bocudo e mandei um e-mail para o site da Globo.
"Gostaria de dizer que acho extremamente desrespeitoso um jornal que atinge a massa fazer o que a Fátima fez. Ao falar sobre as causas da morte do travesti, ela disse 'Na declaração de óbito, no espaço reservado para a causa da morte, está escrito: neuro toxiplamose síndrome imunodeficiência adquirida.'. Na minha opinião, ela deveria ter 'traduzido' a informação para a massa, dizendo algo como 'Segundo informações contidas na declaração de óbito, o travesti morreu devido a complicações da AIDS etc...'. Por que isso não ocorreu? Vocês acreditam mesmo que a massa saiba que síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA) seja a tradução de AIDS? A resposta é não, e é por isso que vocês colocaram a matéria no ar dessa forma, para causar certa alienação. Afinal, acabara de ser dito, então, que o travesti tinha ficado famoso por se envolver em uma confusão com o Ronaldo (ah, o Ronaldo!) e não 'ficaria bem' para a imagem do jogador milionário se seu nome fosse ligado à morte de um travesti com quem se envolveu e que morreu com AIDS. Onde está o compromisso com a verdade? Essa é a questão: esse compromisso não existe em um espaço como o de vocês. Só queria que vocês soubessem que eu não faço parte da massa que vocês alienam!"Era óbvio que isso não mudaria nada - como não mudou. Mas, pelo menos, eu me expressei, porque não suportei ver aquilo e me calar. E agora compartilho a tradução da minha indignação com vocês.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Na Internet, Dunga ganha apoio contra a Globo
sábado, 12 de junho de 2010
Celebrando o amor...
Caminho
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Traduzido em palavras
Essa não é mais uma carta de amor. São pensamentos soltos traduzidos em palavras. Eu queria mesmo conseguir traduzir tudo o que se passa comigo. Tudo o que eu sinto. Tudo o que eu vejo. Tudo o que eu penso. Mas tudo é muita coisa: é TUDO. Então eu passaria mais 25 anos tentando traduzir esses meus últimos 25, porque, de alguma forma, o que eu sou é o resultado de uma vida toda, de uma vivência que me permitiu chegar ao ponto de sentir o que sinto hoje da forma como o sinto. Nesse caso, acho que seria mais prudente tentar traduzir um trecho de mim mesmo. Como num exercício de aula de tradução: diante de um longo texto, @ professor@ seleciona um trecho para exercício em aula.
Obviamente, ao querer falar dos meus sentimentos, meu recorte seria do momento atual, não de coisas passadas e superadas (ou não! rs).
Estar com alguém sem esperar nada em troca. Receber carinho. Dar amor. Toda manhã ouvir aquela voz de sono desejando um ótimo dia...
Ter atenção, grudar na conversa sem perceber o tempo passar.
Risos, abraços, falar tonteiras, discutir assuntos sérios.
Falar da vida, dos planos, da pós-graduação, da família.
Discutir ideologia, estilos de vida, religião (com cuidado! rs).
Marcar um café, uma pizza, um almoço...
Amar não é ter que ter sempre certeza. É aceitar que ninguem é perfeito pra ninguém. É poder ser você mesmo e não precisar fingir. Não me preocupo com os defeitos, porque uma hora vou conhecê-los. O que eu quero saber é das qualidades, essas sim raras de serem reconhecidas.
É bom poder contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis, porque eu não sou só seriedade. Sou fútil também. Não sou fã de Big Brother, mas a Helenita, doutora em Linguística, disse que também pode ser fútil, porque não é apenas um título. O título de doutora faz parte de quem ela é, mas ela não se resume apenas a um título.
Há momentos que pedem isso ou aquilo, e eu estou podendo ser tudo isso. Flutuante. Maleável. É como uma redescoberta de mim mesmo. Porque com os amigos as coisas ocorrem de uma forma. Num namoro, de outra. É difícil aprender a ter liberdade. Estar e a deixar à vontade é uma maravilha.
Se isso não é amor, o que mais pode ser? Tô aprendendo também. Eternamente. Infinitamente. Todo dia. Esse é o trecho que mostro de mim hoje.**
Nota do Tradutor: Dani, minha amiga e blogueira escreveu um post bem tenso, polêmico. Infelizmente, uma pessoa se manisfestou de um modo grosseiro, com xingamentos. Eu repudio esse tipo de atitude. Qualquer pessoa pode comentar no blog da Dani, a favor ou contra, mas pra que xingar? Depois eu farei um post sobre isso. Te amo, Dani.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
O que é conhecer alguém?
1- perceber e incorporar à memória (algo); ficar sabendo; adquirir informações sobre (algo); ver
2- tomar ou ter consciência de
3- ser apresentado a (alguém); fazer conhecimento com
4- ver, visitar
5- anter relações pessoais mais ou menos estreitas com
6- estar familiarizado com; saber, dominar
7- sentir como sendo familiar; reconhecer
8- ter informação reduzida, superficial sobre (alguém ou algo); saber de quem ou de que se trata
9- apreender certa e claramente com a mente ou os sentidos; ter cognição direta de; perceber
10- ter uma idéia bastante exata (de algo, de si mesmo ou de outrem)
11- experimentar, sofrer, passar por
12- dar-se conta de, ficar sabendo; verificar
13- fazer o reconhecimento de
14- estar informado da existência de alguém ou de algo
15- ter indícios de; prever, adivinhar, saber
16- aceitar, acolher, admitir
17- aceitar (a autoridade de alguém ou algo); obedecer, sujeitar-se, reconhecer
18- admitir como certo, verdadeiro; reconhecer
19- reconhecer, identificar
20- aquilatar, avaliar, calcular
21- ter relações sexuais com; copular
22- tomar conhecimento de
Etimologia: aprender a conhecer, procurar saber, tomar conhecimento de, reconhecer.
Sinônimos: apreender, aprender, conscientizar-se, copular, dominar, entender, estudar, experimentar, familiarizar-se, identificar, informar-se, passar, reconhecer, relacionar-se, saber, ver, vivenciar, viver
O que é conhecer alguém?
Aceitar: Aceitação do que é diferente. Do outro. Reconhecer que o outro não é você. Aceitar isso.
Aprender a conhecer. Gosto dessa palavra "aprender". É estar aberto ao novo, é poder tomar consciência de, mudar sua visão de mundo, expandir as possibilidades.
Procurar saber. Ir atrás de informações. Questionar. Me fale de você, da sua vida. O que você gosta de comer? Qual sua cor favorita? Aonde gosta de ir? Gosta de cinema?
Tomar conhecimento de. Ouvir. Receber o outro, o diferente. Saber pela própria vontade do outro de falar sobre si.
Reconhecer. Os gostos. A vida que leva. Os costumes. Uma percepção.
Perceber (Houaiss)
1- adquirir conhecimento de (algo) por meio dos sentidos
2- ver, enxergar com bastante nitidez, distintamente
3- ouvir com clareza
4- captar (algo) com a inteligência; formar idéia a respeito de; compreender
5- notar, descobrir, conhecer por intuição ou perspicácia psicológica
Etimologia: perceber, observar, conhecer por meio dos sentidos.
Perceber é conhecer por meio dos sentidos, mas não apenas deles. É também compreender, descobrir, captar com inteligência.
É tão bom conhecer o cheiro de alguém, o cheiro depois do banho, o cheiro da pele, apenas. Os perfumes, o cheiro do apetite (sexual).
É tão bom ver como se comporta, como ficam as mãos quando estamos conversando, como sorri, como muda a expressão do rosto em cada conversa.
É tão bom conhecer a voz de alguém. Aprender a ouvir o que está dizendo, mas saber perceber também o que quer dizer com aquilo (que não está dito).
É tão bom sentir o gosto de alguém. Provar com a língua a pele do rosto. Da boca. Da barriga...
É tão bom aprender a tocar alguém. Saber onde arrepia. Onde faz cócegas. Onde não se deve tocar (só tocando pra saber isso). Sentir a temperatura da pele. Quente. Fria. Esquentando...
É tão bom quando acontece isso tudo, às vezes ao mesmo tempo, às vezes em partes.
É tão bom pensar em alguém e nesse momento receber uma ligação, ou uma mensagem de texto no celular. Porque não é algo que eu sinto. Apenas acontece quando eu preciso...
**
Nota do Tradutor (N.T): Para oficializar o ramance na quarta, um vinho Lambrusco, uma tábua de queijos, cerejas, amor, carinho e romantismo.
Para quem quisesse ver ontem, um cinema e um jantar no shopping.
Para quem quiser saber, estou apaixonado...
terça-feira, 1 de junho de 2010
O que faz meu coração feliz?
Ter um trabalho, uma família, amigos... Isso é necessário, e com isso bem consolidado, fica um espaço - grande e importante - a ser preenchido: estar com aquele alguém que eu sempre quis não é estar com alguém perfeito - mesmo porque isso não deve existir - mas é estar com alguém que me faz bem, que me faz sentir o melhor que posso ser quando estou junto desse alguém.
A paixão é tão bonita. Em qualquer idade. Ela faz a gente parecer adolescente sempre. Dando selinhos seguidos e rapidamente. Ir ao café e entrelaçar as pernas sob a mesa. Segurar na mão. Olhar nos olhos e ver o brilho da felicidade. Mandar beijinho. Piscar os dois olhos.
Um pedido de namoro. Parece algo simples de dizer, de pedir. Namoro! Namorar... Amar... Mas não é tão simples, é assumir um compromisso. Com outra pessoa. Comigo mesmo. É ter aquilo que eu procuro. É aquilo que eu quero. E vou ter. É o que vou viver de hoje em diante. Sem relembrar o passado. O sofrimento. É começar do zero mesmo. Partir para o novo. A partir de agora. A experiência ajuda. Os traumas, não.
É essa intensidade. Essa vivência. Esse sentir-me vivo. Isso que faz o meu coração feliz.
SIM! Eu aceito esse namoro.
***
Notas do Tradutor (N.T.): 1-Dani, amiga minha, acompanhar sua vida e compartilhar com vc a minha é quase como que fazer terapia. Enxergar o mundo à minha volta. Refletir. Compartilhar com vc toda essa intensidade, essa expectativa, esse sentimentalismo (não o barato, mas essa porção de sentimentos), esse excesso de amor, esse transbordar de emoção - o compartilhamento que fazemos das nossas vivências. Isso tudo é importante.
2- Ao meu amigo Anderson dedico este post, pelo incentivo que tem me dado, pelo tempo dedicado a me ouvir e pela sempre paciência de tentar me ajudar a entender o que é o amor nesse mar de futilidades em que vivemos.
sábado, 29 de maio de 2010
Dúvidas...
Com uma estranha clareza
Sinto a vida passando.
E com uma clara estranheza
Passo a vida sentindo.
Passo pelos caminhos,
Passo pelas pessoas.
Sinto a vida
E tudo mudando.
Sentimentos de alegria, tristeza,
Dúvidas, incerteza.
O certo é errado.
E tudo parado.
O nada fechado.
E tudo calado.
****
Ai, dá uma preguicinha de escrever, que resolvi postar uma poesia.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Um pouco de política
O Brasil vem protagonizando um evento importante no mundo atualmente: tem sido um agente de negociação pacífica, defendendo a soberania do Irã, tendo articulado, juntamente com a Turquia, um acordo em que o Irã afirma a finalidade pacífica do enriquecimento de urânio a 20%.
Os Estados Unidos, entretanto, não concordam: querem continuar sendo os supremos donos do mundo. Tem medo de que se produza uma bomba atômica em outro país.
Por que esses complexados sobrinhos do Tio Sam são tão neuróticos? Por que esse medo iminente de serem atacados?
Acho que os EUA querem uma nova guerra. Querem uma guerra para venderem produtos bélicos e se reerguerem, como o fizeram na 2ª Guerra Mundial. A crise alastrada a partir de 2008 colocou em xeque a capacidade administrativa do governo dos EUA. Obama ganhou as eleições com a promessa da mudança, mas ele não representa o novo.
Polivocidade reproduziu hoje um texto de Leonardo Boff, que diz:
"A diplomacia de Lula se contrapõe diretamente àquela do Conselho de Segurança e a de Barack Obama. A de Lula olha para frente e se adequa ao novo. A de Barack Obama olha para traz e quer reproduzir o velho. O paradigma velho supõe que haja uma nação hegemônica e imperial, no caso o USA. Esta se rege pelo paradigma do inimigo [...]A promessa de se fazer um governo mais pragmático, de usar mais o soft power, o diálogo, não parece estar se concretizando nos EUA. O que a sra. Hillary Clinton tem a dizer sobre isso? Ela diz que não acredita no acordo entre Irã, Brasil e Turquia. Acha que tem falhas, lacunas nesse documento. Parece bem verdade que vão querer questionar e derrubar cada vírgula do acordo. Estão querendo começar uma guerra. E vão tentar desconstruir esse documento do acordo para isso. Vão invalidar as intenções, porque eles vem o mau em tudo. Os americanos estão endemoniados - ou estão achando que o resto do mundo é que está.
Políticas inspiradas nesse paradigma ultrapassado podem levar a cenários dramáticos com o sério risco de destruir o projeto planetário humano. Esse paradigma é belicista, reducionista e míope pois não percebe as mudanças históricas que estão ocorrendo na linha da fase planetária da história que exige estratégias de cooperação visando proteger a Terra e cuidar da vida.
[...]
Lula, em sua fina percepção pelo novo, agiu coerentemente: não se pode isolar e castigar o Irã. Importa trazê-lo à mesa de negociação, com confiança e sem preconceitos. Essa atitude de respeito trará bons frutos. E é a única sensata nesta nova fase da história humana. Lula aponta e inaugura o futuro da nova diplomacia, a única que nos garantirá a paz."
A crise mundial
O Brasil, ao que me parece, seguiu o caminho oposto: enquanto os EUA e a Europa estavam quebrando - enquanto os países ditos de primeiro mundo, ricos e potentes estavam quebrando - o Brasil estava pronto para encarar a batalha. O nosso governo, com um jeitinho (não um jeitinho de QI, não pejorativo) conseguiu manter-se firme, mostrando a força de nossa economia. Impostos baixos, incentivo ao consumo e condições de compra fizeram com que o povo colocasse a mão no bolso e consumisse. Ao assumir compromissos com prestações e financiamentos, mantivemos a indústria funcionando, produzindo, abastecendo o comércio e fazendo com que o ciclo de produção e consumo não parasse.
Está claro, nesse ponto, que o Brasil não apenas não quebrou como os riquinhos do norte, como vem conquistando cada vez mais importância no cenário mundial: economicamente, politicamente, socialmente. Não quero negar as inúmeras dificuldades que muitos brasileiros e brasileiras enfrentam diariamente. Os problemas estão aí e são um desafio para os governantes: prefeitos, governadores e presidente. São um desafio para os legisladores: vereadores, deputados e senadores. E são um desafio para o judiciário, que deve equilibrar a balança, que deve fazer valer a justiça onde os legisladores não mudam a lei, ou onde os governantes não executam o acesso de todos ao necessário para viver.
O que eu tenho a ver com isso?
Por que nos vemos tão envolvidos em discussões diariamente no ambiente de trabalho, na escola, na faculdade, em casa, na roda de amigos no bar, mas não vemos a mudança ocorrendo no nosso cotidiano? Em primeiro lugar, qualquer mudança na legislação tem que passar pelo legislativo. Na nossa cidade, os vereadores é quem criam as leis. Ou por iniciativa de algum vereador, ou por iniciativa do executivo. Mas quem leva as necessidades a serem supridas pela população para votação? Ou a sociedade se organiza e solicita mudanças junto aos vereadores, ou, caso o poder legislativo local não se mobilize e não procure as reais necessidades locais, a cidade cairá no esquecimento, ficará obsoleta em legislação e em ação social etc.
Por outro lado, parece faltar vontade de alguns legisladores de estarem próximos à população. Alguns parecem que se fecham e se acham donos de tudo, enquanto que na verdade são representantes do povo, foram eleitos e investidos de poder para decidir em nome da população, não em nome de seu grupo de amigos, da igreja ou de qualquer minoria que seja. A lei tem que ser para todos. Se devemos respeitar o próximo, é porque queremos ser respeitados também. Se quero ter a liberdade de ir e vir, tenho que respeitar o espaço do outro de ir e vir.
***
Acho que não quero mais escrever por ora. Comecei falando de relações internacionais e terminei falando dos direitos individuais. Esse texto mais parece uma pirâmide. Do mais abrangente para o mais individual. Sei lá. É o que tem pra hoje! rs
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Uma poesia minha
Agora penso em tudo que perdi,
Nos beijos que não pedi
E no amor que não vivi.
Agora vejo o quanto seria feliz
Se estivesse ao teu lado
E o quão seria bom
O nosso amor de namorado.
Agora acho que é tarde
Pra te reconquistar
E tentar nos amar
Num amor de verdade.
Mas acho que foi bom
Eu dar tua liberdade
Para agora eu dizer
Que estou com saudade.
*****
Parei pra pensar. Há quanto tempo não fico com alguém? Não muito... E um namoro? Aí é outra história.
É tão fácil arrumar alguém pra ficar, pra curtir um momento, mas somando todos esses momentos, o que eu construo? Nada tão concreto. Viver esses momentos de prazer, essas horas de curtição, isso é legal. Mas não dura mais que o tempo daquele momento. Não cria intimidade essa rapidez. O conhecer é pulado. O conversar é o de menos.
E eu estou tão embriagado por essa efemeridade sexual que me esqueço do principal: amar. Porque o amor não acontece no primeiro encontro. Nem no segundo. O sentimento vai acontecer no encontro que persistir. É tão bom conquistar, conhecer, surpreender... E eu acho que não estou conseguindo me conduzir no caminho que eu mesmo busco: o do amor. Fiquei tão envaidecido, tão imerso nas pulsões sexuais, que me esqueci que nem todo mundo se comporta desse jeito. Ainda há pessoas que procuram mais do que um encontro sexual. É estranho admitir isso, mas eu sempre procurei um amor. Ao mesmo tempo, sempre me entreguei a esses encontros casuais na falto do amor. Alguém explica?
Talvez Freud diria que todos nós devemos colocar nossas energias em algo, em alguma busca. Já disse no post que falei da Dani que "Para Freud, o desejo é um movimento do psiquismo que tenta reconstruir as primeiras cenas da satisfação das necessidades básicas: troca de fralda, mamar etc. O desejo está relacionado ao traço dessas memórias. Ao longo da vida, sempre buscamos trazer de volta essa cena de conforto, de satisfação inicial, de prazer - no sentido de liberação de tensão".
De algum modo, eu procuro liberar minha tensão na busca do amor mas, na sua falta, eu me entrego ao casual. Não acho que esteja errado, só queria essa plenitude de outra forma. Do mesmo modo como eu já estive um dia: cheio de amor.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Ana Carolina - Ruas de outono
Nas ruas de outono
Os meus passos vão ficar
E todo abandono que eu sentia vai passar
As folhas pelo chão
Que um dia o vento vai levar
Meus olhos só verão que tudo poderá mudar
Eu voltei por entre as flores da estrada
Pra dizer que sem você não há mais nada
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto
Daria pra escrever um livro
Se eu fosse contar
Tudo que passei antes de te encontrar
Pego sua mão e peço pra me escutar
Seu olhar me diz que você quer me acompanhar
Ana Carolina me traduz.
Ou não.
Explico: se eu estou num amoreco lindo, essa música Ruas de outono me traduz; mas se estou solo, não.
É tão bom quando a gente fica bobo, apaixonado...
Pena que não dura muito...
Minhas paixões são rápidas e doloridas. Sempre me doem o coração e a bunda. Por levar o pé. Fazer o quê?
Essa música da Ana me marcou, a ouvi certa vez num momento de declaração de amor, com direito a lágrimas, promessas, aquele abraço apertado e gostoso. Com aquele cheirinho de amor...
Agora, me restam as lembranças daquele momento que foi mais um na incessamente busca minha.
Tem uma versão que a Ana cantou com a Zizi Possi essa música. Essa versão que estou ouvindo agora. Linda. Ah...
***Link para o vídeo da Ana com a Zizi
Robin Hood
A história se passa na Inglaterra do século XII d.C. Após a morte do rei Ricardo, o príncipe João assume o trono. Jovem e descompromissado, João se deixa enganar por um espião, Godfrey, que tenta instaurar uma guerra civil na Inglaterra, permitindo a invasão francesa. Ele assume o papel de tesoureiro e junta cerca de 200 franceses para cobrarem impostos em nome da coroa inglesa, mas na verdade estão roubando. Isso causa uma revolta popular e, quando o rei João descobre o golpe, tenta evitar que os nobres do norte entrem em conflito com a coroa real. Nesse momento, Robin Longstride (Robin Hood) propõe que cada um seja dono de seu próprio castelo (sua casa, sua terra), uma vez que o rei pede fidelidade e cumplicidade para derrotar os franceses, mas não oferece nada em troca para o povo. O rei aceita, compromete-se a assinar um documento após conseguirem derrotar as tropas francesas que estão invadindo a Inglaterra. Assim, João consegue unir o povo inglês para lutar contra a França com a promessa da liberdade.
O que vem depois da batalha, entretanto, não é a promessa cumprida: o rei nega que tenha prometido algo e diz que o povo deve ser obediente à coroa.
O interessante nisso é observarmos como o povo quer ser livre, em mudar a forma de governo, enquanto o tirano quer se manter no poder.
Nesse ponto, posso citar Heródoto, historiador grego que viveu no século V a.C. Foi com ele que a democracia foi pensada pela primeira vez, havendo um debate sobre qual seria a melhor forma de governo na Pérsia, se a monarquia (tirania), o governo do povo (democracia), ou a oligarquia (poucos governantes). Otanes defendeu a democracia, dizendo que na monarquia apenas uma pessoa tem o poder sobre todas as demais, fazendo o que quer e não prestando contas a ninguém. Já na democracia, o governo seria do povo, da lei: o povo faz a lei e a obedece, estabelecendo um mundo da igualdade, um mundo em que todos são igualmente submetidos à lei.
Já Tucídides, outro historiador grego, fala que a democracia ateniense servia de modelo para outras, sendo a questão da liberdade em Antenas fundamental. A utilidade da vida pública obrigava as pessoas a se informarem. Aqueles que só se preocupavam com seus interesses privados não precisavam se informar, pois não haviam nada para discutir, eram inúteis nesse aspecto político.
Os atenienses acreditavam não existir justiça privada: quem participava da vida pública ajudava a construir a justiça pública.
Eu só falei um pouco do filme, de uma parte bem específica para mostrar a discussão política. Eu gostei muito do filme e o indico. Russell Crowe e Cate Blanchett estão brilhantes, como sempre.
terça-feira, 18 de maio de 2010
A arrumação da Dani
Minha amiga Daniela postou o texto "Dia da faxina..." no blog dela. Eu comentei, mas acho que meu comentário ficou um pouco grande e o Alex, amigo dela, disse que mais parece um post rs. Nesse post, ela falou sobre a arrumação que fez no quarto, sobre a faxina, sobre as lembranças que essa limpeza despertou.
Ela começa o texto assim:
"Estranho! Mas, hoje acordei com uma necessidade exagerada de arrumação. Eita! Será preciso terapia? rs Explicando o acontecido: É que para a pessoa aqui por trás das letras isto é um acontecimento raro, o qual necessita de comemoração. rs"
Arrumação é sempre muito doloroso para mim, visto que o meu coração é uma bagunça, sempre perdido. O quarto tava tão bagunçado tal como meu coração, q inevitavelmente veio a comparação a me assombrar..."
Acho que posso me dar a liberdade de publicar meu comentário aqui, como meu post rs:
Talvez a coragem de voltar ao blog já tenha inaugurado essa arrumação. Talvez a coragem de se remeter a um "você" e não mais a um "ele" seja um segundo sintoma da arrumação. Agora você arruma seu quarto, literalmente. Mas essa arrumação é literal no sentido de colocar ordem no caos, de tirar a poeira, tanto quanto no sentido de ter uma atitude de revisar o passado, o que está parado e dar um novo rumo na vida.
Para Freud, o desejo é um movimento do psiquismo que tenta reconstruir as primeiras cenas da satisfação das necessidades básicas: troca de fralda, mamar etc. O desejo está relacionado ao traço dessas memórias. Ao longo da vida, sempre buscamos trazer de volta essa cena de conforto, de satisfação inicial, de prazer - no sentido de liberação de tensão.
Assim, hj vc quer "ele". Mas e depois? Vai estar td resolvido na sua vida? Não, pq sua busca do desejo é pra sempre, sempre vai procurar aquela cena do conforto inicial. Satisfeita com esse objeto, passará a investir em outro, porque a busca pela pulsão original é constante. É pulsão de vida. Essa busca pelo objeto é que te faz se mover.
O dia em que você não buscar mais nada será o dia da sua morte. Não te restará mais amor, mais paixão, mais vontade de falar com "ele". Esse dia, sua pulsão será de morte.
E essa eu não quero presenciar. Não agora, amiga apaixonada.
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Bom, é isso. Acho que tentei traduzir aquele momento da Dani. Não sei se consegui. Ou se só falei bobagem, mas tem bobagem que é bom falar. Apenas refleti. Na verdade eu estava influenciado pela psicanálise e pela filosofia da diferença, já que passei aquele dia todo estudando isso rs.
domingo, 16 de maio de 2010
Olhar de criança
Foram-se os tempos em que éramos inocentes. Aqueles tempos em que brincávamos sem malícia, que ríamos e chorávamos, nos emocionávamos. Éramos verdadeiros e sensíveis.
Foram-se os tempos em que não pensávamos no futuro, apenas brincávamos e vivíamos o presente. Sonhávamos em ser doutores, sem pensar nas dificuldades da vida. Apenas sonhávamos.
Foram-se aqueles dias remotos, longínquos, sem volta. Sobra-nos apenas a lembrança de uma época sem corrupção, sem preocupação, só amor.
Agora, vivemos de preocupações, pensando no que vamos fazer amanhã e quase não nos lembramos do tempo em que éramos crianças.
Deixamos de ser puros e entramos no mundo de “gente grande”. Temos que ser espertos, não podemos brincar, rir, chorar de emoção. Choramos sim, de desilusão pela vida.
Passamos a entender a miséria e a fome. Choramos pelos drogados, pelos bêbados, pelos loucos, que não têm culpa de o mundo ser como é, de os excluir. Choramos porque somos seres humanos e adultos, não somos mais crianças. Vemos e entendemos o mundo. Fazemos parte dele e temos consciência disso. Sabemos, mas fingimos que não, que também fazemos parte dos culpados, porque quantas vezes pudemos ajudar e nos negamos. Negamos por preguiça, por medo, por desilusão, por vergonha. Mas quando precisamos de ajuda, pedimos e reclamamos sua falta. Somos hipócritas.
Então, olhando uma criança, vi seu sorriso e sua expressão, e pensei quão pequenos são os meus problemas perto dos problemas do mundo todo, dos miseráveis, dos bêbados, dos drogados, dos loucos. Olhando uma criança vi tudo isso, porque a vi e ao mesmo tempo vi o mundo e vi como tudo muda quando crescemos e deixamos de pensar que, embora adultos, ainda somos seres humanos.
PS: este texto foi escrito em 2002